Estrabismo Infantil

Saber identificar os sinais anormais na visão ainda nos primeiros anos de vida pode ajudar a diagnosticar problemas como o estrabismo. Os portadores da doença perdem o paralelismo entre os olhos e ficam com a qualidade de vida afetada.

Para ver bem, os olhos devem estar orientados para o mesmo ponto de fixação, o que não acontece com uma pessoa diagnosticada com estrabismo. O estrábico não consegue ter noção de profundidade , pois o cérebro só interpreta uma imagem porque “ignora” a imagem recebida pelo olho com problema.

Uma amiga minha, que tive o prazer de conhecer numa das minhas consultas ao oftalmologista por causa do meu estrabismo, conta que percebeu o grau de estrabismo do filho ainda quando ele tinha cerca de seis meses de vida e começou a ficar preocupada até procurar a pediatra da criança. Segundo a pediatra “nessa idade era normal a criança olhar torto”, não se deu por convencida e foi procurar um oftalmologista especialista em estrabismo infantil. Após a visita ao médico, o bebê começou a usar óculos com um tampão aos nove meses de idade, procedimento utilizado pelos médicos para forçar a visão que está com estrabismo a não perder suas funções. Por volta dos dois anos, o filho dela foi submetido a uma cirurgia,  mas, tal como aconteceu comigo, um ano depois os olhos voltaram a ficar estrábicos.  Segundo oftalmologista  “era cedo demais, pois a visão estava em fase de desenvolvimento”.

Hoje, o filho dela tem 25 anos, usa óculos com graus de até 2,5º hoje e vive uma vida normal. Casou e está formado em Engenharia de Software. Esta de tal forma adaptado que tem sérias dúvidas em a fazer uma nova cirurgia de correção, apenas por questão estética, com medo que alguma coisa corra mal. Aliás ele diz que os olhos levemente estrábicos são a imagem de marca dele.

 

Os pais devem procurar atendimento oftalmológico logo ao perceber o desvio nos olhos, que é considerado normal até os três meses de vida. Os desvios horizontais são os mais encontrados, seguido dos desvios verticais e dos causados por paresias de nervos ou por restrição.

O meu oftalmologista contou-me uma situação que me ia deixando com os olhos direitos :P

Após constantes quedas da filha e comportamentos algos estranhos uma mão de uma menina com aos 2 anos de idade, preocupada, falou com o marido sobre o que se passava. Esse pai brilhante disse que era normal, para não ligar que com a idade aquilo passava… Quando a filha completou 11 anos (sim, demorou este tempo todo) a levou a um oftalmologista. Resultado : Perdeu quase 50% da visão pelos anos que passou sem fazer nada. Além disso a mão só se sentio pressionada a ir ao médico com a filha, porque esta sofria bullying na escola!!!

A crueldade do estrabismo infantil

Depende muito da força interior da pessoa e da capacidade de lidar com a situação. Mas as crianças sofrem muito, todos nós sabemos como conseguimos ser cruéis na infância. Sei que não é fácil, passei pelo mesmo, acontece que eu próprio gozava comigo, talvez para me defender e mostrar aos meus amigos que não tinha problemas com isso. Dessa forma eles não gozavam porque sabiam que eu não sofria com isso. Embora por vezes, sentisse que era colocado de parte.

A partir dos dois anos de idade as crianças já não devem entortar os olhos. É normal, mesmo em adulto, entortar os olhos quando já estiver quase a entrar em sono profundo. As crianças que nunca foram estrábicas e, subitamente começam a entortar os olhos, podem estar apresentando algum distúrbio neurológico que precisa ser investigado.

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