Novo Tratamento ao Estrabismo

Segundo a Academia Nacional de Ciências Médicas da Ucrânia  cientistas ucranianos apresentaram uma nova forma de tratamento ao estrabismo.  Este novo tratamento ao estrabismo permite a restauração completa da visão para os que sofrem de estrabismo. A metodologia passa pelo diagnóstico e consequente tratamento dos pacientes com estrabismo usando uma tecnologia de micro-prisma.

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Estrabismo limita a minha visão 3D

O estrabismo limita a minha visão 3D, sendo mais preciso, eu não tenho visão 3D, não tenho sensação de profundidade.

Um recurso que vem ganhando espaço no cinema e mesmo em casa, sobretudo na produção de filmes infantis é o 3D. Eu como estrábico, não consigo usufruir dessa tecnologia. Como não consigo ver a mesma imagem ao mesmo tempo com os dois olhos não consigo ver em 3D. Aliás já por diversas vezes deixei de ir ao cinema ver um filme que queria porque apenas havia sessões de cinema 3D. Talvez por isso eu já não vá ao cinema à algum tempo…

É muito chato e cada vez mais, grande parte dos filmes vêm em 3D, agora até nos jogos começou o 3D. Além de não conseguir usufruir ainda me dá problemas porque começo a ficar com tonturas, suores frios e tremuras. Eu percebo que para quem tem uma visão dita normal até seja bom e vantajoso, cria um ambiente  mais envolvente, mas para mim não dá.

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Oclusão como tratamento do estrabismo

O texto que segue em seguida não é da minha autoria mas achei interessante e resolvi partilhar com os leitores o histórico do estrabismo e o uso de método de oclusão como tratamento do estrabismo.

A oclusão como tratamento

O estrabismo já é bem conhecido desde os primórdios da civilização. Existem documentos históricos de que por exemplo no Egito, a deusa Maya apresentava estrabismo. Também o faraó Djoser, da 3º dinastia, para o qual foi construída a primeira pirâmide, era retratado como estrábico. O papiro de Ébers, datado de 1500 a.C, fala de massagens feitas nos pacientes com especiarias e partes do cérebro de tartaruga.

Na Grécia clássica, o termo estrabismo era amplamente conhecido como Strabo devida a um geógrafo com o nome Strabo que era estrábico. Porém, a palavra já era conhecida anteriormente ao seu nascimento, e é provável que o nome seja derivado de seu problema. A arte, no decorrer dos tempos, não fez questão de esconder a deficiência. Nos quadros de Albert Durer, artista do século 16, o estrabismo também era perceptível.

Apesar de ser uma doença era comum e frequente, o tratamento eficaz estava longe de ser alcançado. Durante a antiguidade, eram usadas técnicas que não colmatavam o problema de maneira eficaz. O que levou a que vários métodos fossem utilizados, mas sem eficácia comprovada e apoiados apenas em crendices populares.

A pesquisa e a busca de uma solução começou, segundo registros, com Hipócrates que pelo menos conseguiu diferenciar o estrabismo paralítico do concomitante. Na literatura de Roma, descreveram a doença como incurável. Paulus, de Aegineta, foi o primeiro a introduzir uma tentativa racional de tratamento. Propôs o uso de uma máscara que tampasse os olhos, acreditando assim que voltariam à posição normal. É este o princípio do que hoje se chama oclusão.

Em 1564, quando Ambroise Paré, o mais conceituado cirurgião de sua época, tentou aplicar uns óculos com pequenas frestas para obrigar o olho afectado a voltar para posição normal. Pouco depois, Georg Bartisch percebeu a diferença entre os tipos de estrabismo convergente e divergente e melhorou a ideia de Paulus criando máscaras para tratamento do estrabismo consoante o tipo de estrabismo. Apenas no século XVIII houve progresso em relação às descobertas e afirmações de Paré. Foi nessa época que surgiram teorias como a da curvatura anormal da córnea, a excentricidade da parte sensível da retina e os espasmos da musculatura ocular externa. Mas o grande salto na busca pela cura veio com John Taylor. Seu método de tratamento consistia na divisão do músculo reto medial. Entretanto, não é sabido se suas experiências com o músculo funcionavam, ou se o resultado aparecia por causa da oclusão do olho.
De maneira muito rápida, a técnica de John Taylor se espalhou pelo mundo. Muitos médicos tentaram aplicá-la, mas sem sucesso. Em 1743 Charles Buffon afirmou que olho desviado tinha sua capacidade de enxergar reduzida.Sua sugestão para resolver o problema foi a oclusão do olho bom. Ele antecipava o conceito de ambliopia. O alemão Johann Friederich Dieffenbach, em 1839, realizou uma miotomia em paciente vivo e se tornou o primeiro médico a utilizar técnicas cirúrgicas com sucesso no tratamento do estrabismo. Vários médicos adotaram a cirurgia como uma saída possível. Os resultados, em curto prazo, foram considerados bons, já que muitas pessoas sanaram a sua deficiência. Mas, com o tempo, todos perceberam que o método cirúrgico não era tão eficaz. Deformidades e distúrbios nos operados levaram ao abandono do procedimento.

Logo após o abandono das técnicas cirúrgicas, próximo de 1900, sob influência do positivismo, a pesquisa começava a se basear em métodos científicos. Era o fim dos achismos na luta contra a doença. O avanço da virada do século fez as chances de cura crescerem. Enquanto a cirurgia voltava a ser possível pela técnica para recuo de inserção, Javal lançava o “Manual de Estrabismo” e criava a Ortóptica. Além disso, a oclusão passou a ser mais comum, tanto na correção de desvios quanto para tratar ambliopia. No início eram óculos com pequenas fendas. Com a evolução, os óculos foram substituídos. Deram lugar aos famosos tampões de borracha, acoplados aos óculos do paciente. Mas os resultados continuavam lentos e ainda havia reclamações quanto ao desconforto. Então foram realizadas pesquisas que comprovaram que o reposicionamento dos olhos depende também da quantidade de luz recebida.

Os tampões só tinham acção enquanto o paciente estava de óculos. A luz entrava em excesso, atrasando a recuperação. Outro factor negativo era o desconforto prático e estético. O substituto do oclusor de borracha foi o tampão de não-tecido. Só que ainda havia problemas, pois ele não considerava diferentes condições de luminosidade, o que dificultava a recuperação. Tempos depois, apareceu o oclusor bem como ele é hoje, contando com o fato da alta luminosidade do clima tropical. A luz não ultrapassa o oclusor e por isso não interfere no tratamento.

Vantagens Oclusão

Outra vantagem é que ele não fica restrito ao tempo em que o paciente está com os óculos. Para o paciente, o conforto também virou parte do tratamento contra o estrabismo. Constituído pelo não-tecido especial, o oclusor atual adere à pele, pois contém um leve adesivo que não incomoda e é antialérgico. Além disso, foi idealizado oclusores coloridos e com figuras para tornar o processo lúdico, incorporando a psicologia infantil ao tratamento. Assim diminuiu o índice de rejeição das crianças, possibilitando maior eficiência ao tratamento.

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Causas do Estrabismo

As causas do estrabismo variam consoante o tipo de estrabismo, a idade em que surge, bem como as características demográficas da população, no entanto, é sempre difícil identificar a causa exacta.

No caso do estrabismo congénito os sintomas manifestam-se nos primeiros 6 meses de vida, não tem uma causa comprovadamente conhecida. No entanto estás normalmente associado a razões hereditárias ou a comportamentos de risco por parte da mãe, nomeadamente o consumo de álcool, drogas e tabaco.

Até aos quatro/seis meses de idade, os olhos do bebê podem apresentar pequenos desvios, porém raramente e por períodos de tempo muito curtos. Tal facto acontece porque porque os reflexos que alinham os olhos ainda não estão completamente adquiridos e desenvolvidos. Após esta idade, tal não deve acontecer, devendo os pais consultar um oftalmologista que se encarregará de efectuar os testes e exames necessários Continue reading…

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O meu bebé tem estrabismo ?

Aquando do nascimento, as crianças possuem um sistema visual muito pouco desenvolvido, o funcionamento cerebral da visão está no ponto “zero” do seu crescimento funcional e os olhos possuem lacunas importantes na capacidade de focar e discriminar as imagens bem como a capacidade dos músculos que fazem mover os olhos está longe de ser perfeita. Por isso, ao nascer os bebes apresentam uma grande incapacidade de coordenação dos movimentos oculares, da qual resulta com frequência um aparente estrabismo no bebé e a normal pergunta dos país ao oftalmologista  “O meu bebé tem estrabismo ?” Continue reading…

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Tipos de Estrabismo

Tal como já disse anteriormente, o estrabismo é uma doença em que os olhos apresentam um desvio no alinhamento dos olhos. Como tal, os tipos de estrabismo são definidos de acordo com a direcção do olho desviado em relação ao que fixa o objecto e é importante reconhecer as diversas formas, pois o tratamento e a evolução da doença varia.

O estrabismo convergente (esotropia) é quando um dos olhos está desviado para dentro, em direcção ao nariz, como se focasse o próprio nariz, esta é a forma mais vulgar de estrabismo.

O estrabismo divergente ( exotropia ) é quando um dos olhos está desviado para fora, normalmente este tipo de estrabismo é muito mais notório no olhar à distancia.

Quando os olhos estão desalinhados na vertical, ou seja, quando um olho fixa o objecto o outro está a olhar para cima ou para baixo. Com frequência, este tipo de estrabismo evolui para um dos outros dois tipos acima descrito, o que torna a situação ainda mais complexa.

 

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Tratamentos do estrabismo

Os tratamentos do estrabismo tem por objectivo final obter uma boa visão, endireitar os olhos, e desenvolver a visão binocular. O tratamento do estrabismo depende da causa do desalinhamento dos olhos, pelo que pode ser dirigido para o desequilíbrio muscular ou para outras situações que podem ser a causa do desvio.

Antes de iniciar um tratamento ao estrabismo é preciso ter em conta o tipo de estrabismo  que o doente tem. Como tal,depois de um exame ocular completo, incluindo um estudo detalhado do interior dos olhos, o oftalmologista pode receitar óculos ou tratamentos médicos ou cirúrgicos.

Os dois tipos mais frequentes de estrabismo são endotropia, quando o olho desvia para dentro, e exotropia, quando o olho desvia para fora. A endotropia é a forma mais vulgar de estrabismo em crianças. As crianças que nascem com endotropia não aprendem a usar os dois olhos conjuntamente, e se não houver tratamento do estrabismo podem perder a visão do olho “torto” que não é usado.

A melhor fase para se fazer tratamento do Estrabismo é na infancia, quando o desenvolvimento ainda não está consolidado.Após esta fase, os tratamentos não costumam obter o sucesso possível e desejado.

Infelizmente, tenho de ressalvar isto porque foi o que me aconteceu, mesmo com o tratamento existe sempre a possibilidade de nunca se conseguir ficar com os dois olhos perfeitamente alinhados

As etapas do tratamento podem consistir em correção do erro refracional com a indicação de óculos, uso de oclusão de um olho para tratar a ambliopia ou cirurgias.

Primeiro os óculos

Na grande maioria dos casos, o primeiro dos tratamentos do estrabismo consiste da prescrição de óculos. Uma criança afectada de estrabismo com hipermetropia – os olhos entortam-se quando observa objectos próximos pelo que deve usar óculos correctivos. Desta forma evitam-se o esforços de acomodação, os óculos reduzem o estrabismo e representam um primeiro progresso.

No caso do estrabismo congénito, o uso de óculos com uma venda sobre o olho permite fazer trabalhar o olho desviado, a oclusão. A venda deve ser colocada alternadamente sobre cada um dos olhos por períodos de um dia. Isto permite dar mobilidade ao olho desviado sem que o outro perca as suas capacidades.

Infelizmente este exercício terá que ser feito durante meses ou até mesmo anos, eu fiz durante dois anos. Se o estrabismo persistir deve então passar-se à intervenção cirúrgica.

Nos casos em que o estrabismo é adquirido depois do primeiro ano de vida, cola-se sobre os óculos fitas com pequenos prismas. Se este tratamento for insuficiente deverá então operar-se.

A cirurgia

Na maioria dos casos, a cirurgia precoce é necessária e recomendada para endireitar os olhos e obter uma visão binocular, evitando a perda de visão definitiva. O objectivo da cirurgia, é ajustar o equilíbrio muscular para endireitar os olhos.Este é  dos tratamentos do estrabismo o mais intrusivo. Na cirurgia é feito um pequeno corte nos tecidos, permitindo o acesso aos músculos oculares. A selecção de músculos para serem cortados, depende da direcção do desvio do olho.Existe sempre a possibilidade de ser necessário mais do que uma operação para endireitar os olhos. Mesmo com uma avaliação, e uma técnica cirúrgica correctas, os olhos podem não ficar perfeitamente alinhados. Neste caso, é necessário um ajustamento, e pode ser necessário o uso de óculos. O número de intervenções cirúrgicas depende do grau de desalinhamento. Pode ser necessário operar um ou ambos os olhos e, em alguns adultos, pode ser utilizada anestesia local. O tempo de recuperação é rápido, e o paciente normalmente volta à vida normal dentro de poucos dias. A cirurgia ambulatória é menos dispendiosa, e pode ser praticada no adulto.

 

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Cirurgia ao Estrabismo , Riscos e Pós Operatório

A cirurgia ao estrabismo é projectada de modo a aumentar ou diminuir a tensão dos músculos oculares externos. O olho tem seis músculos que permitem-no mover-se em todas as direcções. Quando a cirurgia ao estrabismo for necessária deve ser feita o mais cedo possível, dessa forma aumenta a possibilidade da criança conseguir vir a ter um visão  normal. Continue reading…

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